sábado, 19 de julho de 2008

Abstinência

Animais migram,
Recursos naturais terminam,
Fogueiras se apagam,
Vozes ecoam.

Um nômade em busca de paz,
Um cajado para lhe amparar,
Um manto para lhe aquecer,
Pés descalços para lembrar.

Sem sacrifício nada há,
Sem dúvida decisão se vai,
Por caminhos de incerteza,
Onde o vento e a noite cai.

Vai para um dia voltar,
De um lugar que ainda não sabe,
Inadiável a partida,
Pra na ida deixar saudades.

E ao voltar homem santo,
Com um abraço lhes dê a paz,
Quem com sorriso destrói pranto,
No coração de quem precisar

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