Por muito tempo calou-se a voz,
Amargou um sufocado suspiro,
Juras e promessas que passaram,
E o recomeço para os que ficaram.
Mais parece um amanhecer,
Uma luz linda e alaranjada,
Recortou um fresta pequena,
e invadiu a minha janela.
Curioso como sou,
Logo corri para ver,
Minha surpresa foi tamanha,
Que a emoção não pude me conter.
Vi pastos verdes molhados,
Animais que vagueavam por ali,
Senti paz ao contemplar,
Sendo que o melhor estaria por vir.
Firmei os olhos naquela aurora,
O firmamento não poderia existir,
Que pena sinto ao poder olhar,
Sem sua companhia para dividir.
Mas logo senti uma mão me tocar,
Delicada e suave decidiu me virar,
Uma voz que disse algo bem familiar,
Eu estou aqui, não precisa mais chorar.
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