sábado, 19 de julho de 2008

E quanto

E quanto mais humano ele ficava
Mais fraco se tornava
Trocara a espada por uma pena
A armadura por uma rosa
Uma batalha por uma ninfa

E quanto mais sonhava
Mais se machucava
Quanto mais demonstrava
Mais e mais chorava

Muito incompreendido
Sem entender o porque
Quando displicente se tornara
Todo o mal superava

Pagou todos nossos pecados
Quanta dor o mestre sentiu
Lavou nossas almas perdidas
O nos devolveu a vida

Eu simples mortal, quem sou?
Será que pago os pecados do amor?
Será que fui errado ao amar
Será que sofro assim por perdoar?

Devo trocar mais uma vez
A pena pela espada
A rosa pela armadura
Pois a vida é muito dura

Devo me recolher na insignificância
Guardar meus sonhos
Dormir um sono
Talvez eterno como o amor de seu dono.




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