Textos, poemas, pensamentos, encontros, desencontros, sobre amor, vida, morte, guerra, desengano e o que mais o cinzento pensamento permitir.
sábado, 19 de julho de 2008
Gesto sutil
De olhos cerrado o vazio d’alma, em zunido banal vem incompreensível. Palavras, meras palavras. Que fazes e porque? Se me veio, destino não se faz vão. Dialetos desapercebidos pelos sentidos, mas compreendido pelo espírito eterno e imortal. Assim como o brilho de minha espada que reluz em meus antepassados, os quais mesmo voláteis assistem e compartilham perdidas andanças em desconhecidos caminhos, e ai de mim que peregrino em Meseque e habito nas tendas de Quedar. Linha nobre de mouros sublimes como o delicado firmar da pena e o acorde mais agudo desta harpa que ouvidos abençoados podem apreciar tamanho conceito em desfrutar da presença daquela que já não habita entre nós. Mas que a direita do Senhor goza impensável amor, é fato. Por muitas e muitas vezes, hei de viver só para abraça-la e olhar-te a fronte mais uma vez. Que com espada em punho desfaça todo o mal e que uno sejamos nem que seja por um único instante, apenas mais uma vez.
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