sábado, 19 de julho de 2008

Olhar nos olhos

Cada qual com sua vida, ímpar carrega sua cruz, outrora fui guerreiro, mas hoje nada sou. Nada é muito comparado a mim, fui injusto em o nada ofender. Deito e o sono não vem, fui vencido, fracassei, jamais poderei olhar nos olhos daquele que me venceu: “o medo”. Recolho-me a minha insignificante, desfavorecida. Insanidade, apenas quero ter um pouco de dignidade se é que ainda me resta. Fui forjado a ferro e fogo. O ferro enferruja, o fogo se apaga assim como meu corpo, meus sonhos e minha alma. A sorte é minha o azar é teu, pois tenho a ti e tu infelizmente só tem a mim.

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