sábado, 19 de julho de 2008

Sonho Perdido

Ruínas de pensamentos
Ao vento como sua alma
Triste como o crepúsculo
Estranhamente lhe acalma.

Ao longe não mais se enxerga
Onde se esfarela a lucidez
Jaz todo sonho perdido
Mais um dia, mais uma vez.

Ao som de um grande vazio
Sozinho na multidão
Puro como o lodo
Fechado como seu coração.

Diferente de Shagiram e Nil Mahal
Recíproca entrega de emoções
Séculos se passaram e mesmo mortos
Ainda batem seus corações.

Tudo é fragmento, tudo
Pensamentos, gestos e atos
Menos o frio, menos a dúvida
Insanos se tornam os fatos.

Ao aspirar altas hierarquias
Presentes de passados futuro
Pensara que o destino seria o fim
Mas o caminho sempre é tudo.

E que quando chamado à prova
Não se faça sucumbir
Para que não tenha que voltar
Logo depois de partir.

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