Textos, poemas, pensamentos, encontros, desencontros, sobre amor, vida, morte, guerra, desengano e o que mais o cinzento pensamento permitir.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Zona de conforto
Por isso vê: não habitas em plenitude, pois vindes a um laboratório de experimentação, aleatoriamente organizado, separado, catalogado, computado, frisado, etiquetado na mais louca e caótica disciplina. No meio de um livro de conto, uma página marcada levantava uma lebre: por quê? Era a pergunta que sempre se fazia nesse tipo de condição. Do começo, pouco lembrava! Não por falta de tentativa confessou, mas por estar tão distante, não geograficamente, mas em um plano de percepção-espaço imensurável. Oras, não podia ver atrás, toca-se adiante. E assim foi-se. Um menino, que era um homem, que era gigante, herói, valente e de bom coração. Um homem, que era menino, que era, pequeno, que era vilão, covarde sem emoção. É, dizem que se constroem muitas coisas assim. Quer saber? É meritório de discordância, ou será discórdia? Tanto faz, pois a ti faz diferença? Não? É a retórica sobre qual falava ainda a pouco. Reunia-se na presença de outros, afins como haveria de ser. Sentados de pernas cruzadas, na grama. Assim todos eram iguais. Indagava gesticulando numa velocidade acelerada, na perpendicular o outro o esperava calar, cuidadosamente com leve sorriso no rosto, com todas as respostas convencíveis. “Zona de conforto”! É isso mesmo que ouviste! Onde fixou cabana, atrás das linhas inimigas, mas distante da infantaria. Seguro não? Mas nem sempre foi assim. Poderia retomar a oratória, soltando então uma ou duas palavras. Mas não, sentido não havia. Tornava o outro: inerente é o atrito, necessita-se para evolução, do espírito, alma e coração. E das coisas dos outros, são tantos… Ensina-os! Quando? Saberás, creia nisso.
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