sábado, 19 de julho de 2008

O corte de minha espada

Frio metal, fio mortal
Criado para limpar o mal
Vidas tiradas mas qual
Tinha sentido no afinal?

Pés se arrastam
Por entre corpos caídos, entre sangue tirado
Terra úmida e fria,
exercito derrotado

errante guerreiro
sua guerra não tem mais fim
a cada vida aprisionada
quantas lagrimas derramadas?

Só eu, mais nada
Não consigo continuar
Respirar se faz doloroso
Minha garganta a me sufocar

Espada forjada para que?
Metal polido por quem?
Empunhada outra vez
Faz turva minha lucidez

Morto não eram os guerreiros
Estes que a vida tirei
Alma que vagueia é a minha
Em maldito Ronin me transformei

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