Que vento esse que vem de longe, que aqui chegou?
Um traço de outro que de longe tão pouco, que de si mesmo de momento, sofro.
Que ainda assim, mesmo ainda viva, que a senda da justiça nele se faça. Que muitos de ti virão, que as alegorias sutis despejem, que o amor durasse sempre e que sempre nunca tivesse de findar. Que vento é esse? Que assim se vai, sem me pedir vem me beijar, e ao me beijar nem se quer sorri, no seu não sorrir, feliz, enfim. Que sentimento é esse que de mim se faz presente, que preenche na totalidade quando se vai deixa saudade porque nada de melhor há. Que suscito impotente esperando sem certo estar, mas tardio esse momento, na alma de quem espera, um dia há de tornar.
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