sábado, 19 de julho de 2008

Sinto-te aqui

Falar de ti, palavras fluem lágrimas me entopem os sentidos, preenchidos de todas formas, por todos os lados, em todos as eras...fora a natureza completa, relva visão a que me prostrava contemplativo no nada não menos concreto que o acréscimo de sua infinita generosidade. Assim quis entender o que não podia ser entendido, ler o que não havia sido escrito, cantar musica sem ritmo, ouvir a harpa sem ouvidos e mesmo assim eu sabia, que a busca não se fazia vã, pois sentia o tempo todo que não estava só, que a cada renuncia me fazia melhor, a cada busca um novo recomeço passando pelo fim, caminhando para o meio do começo de tudo aquilo que ainda não nasceu porque não pode ter fim. E se fim assim tivesse haveria começo tudo ao mesmo tempo, devoção e abnegação de joelhos olhando para o alto onde nada se vê mais por isso se enxerga mais do que as próprias mãos, no alto da cabeça em sinônimo de consciência daquilo que mesmo depois de tanta busca ainda não se pode explicar...

Essa é a definição de Deus...
Mesmo aquilo que não se pode acreditar...existe, basta sentir.

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