Um nômade pagão em busca de respostas, e numa dessas buscas...
Contemplou o firmamento, vasto e infinito. Via-se sentado, olhava tudo do alto, com os braços apoiados nas pernas. Lembrava o passado, vivia o presente e sonhava o futuro. Não ansiava, nem temia, apenas sentia que algo por dentro mudava, como um ciclo que ao fim chegava. Outra etapa se iniciava, então pensava e divagava diante daquela chapada...
Com ela, de caráter reto e gestos nobres, aprendeu a ser forte. Presente ofertado ou pura sorte, tudo se transforma e não termina, para a essência não existe morte.
Naquele lugar onde passou um tempo, percebeu que todos eram iguais. Vinham sempre do mesmo lugar, e pra lá gostariam de voltar.
Apreciava uma particularidade, Tinha seus detalhes em mente, do brilho do olho ao branco do dente. Na sede buscou um rio, encontrou então sorriu, se agachou, bebeu e viu, o que a água refletiu.
Um vulto que ali estava diferente do que buscava, desprovido de apreço, porque narciso procura espelho. Imagem que aspira ver, esta que a ele busca também, não há de reconhecê-lo, pois ainda não é mais o mesmo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário