sexta-feira, 30 de julho de 2010

Êxtase

Nos lençóis brancos de pele parda,
Sussurrando pulsar que se faz ofegante,
Entrecortando gemidos de suspiros calada,
A mistura do amor e do prazer veemente.

A meia luz, luz da janela, luz do teto,
Do dia, na noite, do reflexo,
O brilho, do sorriso, da pele, dos olhos,
A mordida, na boca, da louca, de desejo.

O carinho, carente de carícia,
De começo, devagar, delicado,
De muito, de tudo, delicia,
Aumentando, frenético, violento.

A carne, que pula entre os dedos,
O emaranhado dos cabelos,
O gosto, gostoso, saboroso,
Molhando tudo em explosão.

Um Gênio endiabrado, ou um Balrog venerado,
Abrindo a caixa de Pandora,
Usurpando o bendito chakra santo,
Possuindo o tudo e o agora.

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